S.O.S da Criançada - dia 02/Out

COMO MANTER AS CRIANÇAS
                              FORA DA CAMA DOS PAIS
     
Começa de forma inocente: é só esta noite, coitadinho está doente, teve um pesadelo, eu estou sozinha(o) e a cama é tão grande… depois é mais uma e outra e outra e um dia acorda a pensar que o seu filho não dorme na sua própria cama há semanas ou meses. Antes que seja tarde de mais, saiba o que fazer para manter as crianças fora da cama dos pais.

Um hábito difícil de quebrar:

Há qualquer coisa de muito enternecedor ao ver pais e filhos a dormir tranquilamente numa enorme cama e, embora não haja nada de errado com este cenário, se passar a ser a regra em vez da excepção, pode tornar-se num ciclo vicioso que será difícil de quebrar. Quanto mais tempo deixar a pequenada dormir na cama dos pais, mais difícil será convencê-los a dormirem sozinhos, mais birras e lágrimas terá de enfrentar. Sabia que metade das crianças que dormem com os pais, mesmo assim não quer ir dormir e acorda várias vezes por noite? Para além disso, os pais vêem-se obrigados a deitarem-se ao seu lado para adormecerem, o que pode demorar entre 30 e 60 minutos? O resultado final é que, com o passar do tempo, nem o seu filho vai dormir o suficiente, nem você… para não falar da falta de privacidade para o casal.

Prevenir, para melhor dormir:

Costuma dizer-se que a prevenção é o melhor remédio e neste caso é o ideal: quanto mais cedo conseguir colocar o seu filho a dormir sozinho, no seu próprio quarto, melhor. Com bebezinho deve ser deitada no berço ainda antes de adormecer para se habituar a fazê-lo no seu próprio espaço; as alimentações nocturnas devem ser rápidas, tranquilas e sem grandes brincadeiras; um bebé pode dormir sozinho no seu próprio quarto a partir dos 4 ou 5 meses de idade. A partir dos 6 meses de idade o bebé pode sentir a necessidade de um objecto de conforto e segurança, caso de um peluche ou mantinha – encoraje a existência de um para que não passe a ser um dos pais o “objeto de segurança”. Se mesmo depois de todos os esforços feitos no âmbito da prevenção o seu filho se afeiçoou à cama dos pais, existem várias dicas a pôr em prática para que todos se mantenham nos seus respectivos quartos, em nome das noites tranquilas.

Regras claras:

A criança que procura a cama dos pais a meio da noite fá-lo porque busca conforto e segurança, o que demonstra o amor e a confiança que tem em ambos. Mas regras são regras. Fale com a criança e estabeleça regras claras quanto à hora e o local de dormir: relativamente ao horário, pode começar por anunciar a chegada dessa hora (por exemplo: “Sara, faltam 5 minutos para a hora de dormir”) ou então estabelecer um ritual agradável – lavar os dentes, ler uma história, escolher o peluche com o qual vai dormir – que envolva a criança e que culmine com o beijo de boa noite. Deixe bem claro que cada membro da família tem o seu próprio quarto e cama para dormir e que a criança já é muito crescida para dormir com os pais. Em adição, explique-lhe que não deve sair do seu quarto durante a noite a não ser que tenha de ir à casa de banho.

Um quarto à medida:

A decoração do quarto da criança deve ser convidativa e apropriada à sua idade – se os miúdos se sentirem bem nos seus quartos, isso fará da hora de dormir um prazer, em vez de um pesadelo. Uma luz de presença ou autocolantes colocados nas paredes ou tecto e que brilham no escuro são ainda uma boa aposta para um ambiente relaxado. O tamanho da cama também deve ser adequado à criança, ou seja, nem todos os miúdos se sentem confortáveis em camas muito grandes, podem até sentir medo. Se for este o caso, pode encostar a cama à parede, colocar uma grelha de suporte ou então “enfeitá-la” de forma mais infantil – o mais importante é que a criança não tenha dificuldade em entrar ou sair da cama.

Prêmios para a criançada:

Quem não gosta de receber um presente por algo bem feito? As crianças adoram, por isso junte o útil ao agradável e implemente um sistema de prémios para cada noite que a criança dormir sozinha na sua cama – pode ser um novo livro para a sua colecção, o facto de poder tomar o pequeno-almoço enquanto vê o seu DVD preferido ou uma guloseima no fim do dia.

Noites intranquilas:

Quer a criança já durma com os pais há 2 ou 3 noites ou há 2 ou 3 meses, o regresso à sua própria cama não vai ser fácil, mas também não é impossível – terá de estar preparado para assistir a algumas birras e muitas lágrimas, ou seja, é aqui que tem de ser mais resistente e, sobretudo, inflexível. Se a criança sair do quarto, obrigue-a a voltar e não vá embora até ela se deitar; repita as vezes que forem necessárias. Se a criança for para a cama dos pais durante a noite, mal se aperceba da sua presença leve-a de volta para o seu quarto e relembre-a das regras. Evite deitar-se com a criança. Se o fizer, faça-o na cama da pequenada e durante escassos minutos, avisando-a antecipadamente desse prazo. Caso contrário, a criança pode pensar que precisa da sua presença para adormecer… todas as noites.

Um final feliz:

Faça o que fizer, não desista. Se ceder às lágrimas da pequenada ou ao seu próprio cansaço, deixando que ela fique na sua cama “mas só esta noite”, coloca novamente em marcha o ciclo vicioso que está desesperadamente a tentar quebrar. Embora estas possam parecer dolorosas, ao apoiar-se na disciplina e nas regras, reconquistará em pouco tempo a sua privacidade e noites descansadas para toda a família.


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